sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A elite branca, ou o menos pior dos assuntos que vêm à minha mente nos últimos tempos

Ultimamente meus assuntos principais de conversa são países africanos que passaram pela guerra civil; ou o trânsito me irrita porque eu não aguento a folga crescente dos motoqueiros; coisas que já aconteceram há algum tempo e não tem sentido escrever num blog; a eficácia da arnica que descobri ontem, e assuntos banais, como, irritação que é ouvir os preconceitos dos pseudo-jornalistas do Mackenzie. Como não escrevo faz um tempo, pouparei vocês de Angola, e das maravilhas da arnica e vou me ater aos preconceitos observados no meio acadêmico. Vou falar disso, porque é que me parece o mais polêmico e irritante, sem poupar o sarcasmo que flui intensamente na loucura das sextas-feiras.
-Aconteceu numa sala de aula perto da minha, uma situação curiosa:
- Uma pessoa/professor, que não viva no pós- apartheid, definiu o público da revista Bravo! como "elite branca". Esse termo, que deve ter saído após uma intensa convivência com o apartheid, serviu pra explicar que ele não gostava da Bravo! e achava que seu público é da "elite branca". Mas essa pessoa é fã fervoroso da Piauí e se eu não me engano, o público dela é bem parecido com o da Bravo!. Se for para selecionar pelo preço, eu diria que é o mesmo público e a Piauí exige muito mais conhecimento para ler aqueles textos intermináveis, que exigem tempo e espaço (raro, hoje em dia). Pessoas que frequentam o Mackenzie, de certa forma fzem parte da elite, e se elas também tiverem cor de pele brancas e lerem a Piauí, vocês concluiriam que o público da Piauí é...? . O pior é que esse mesmo professor adora um jornalismo literário, movimento começado por Tom Wolfe, que conta com Truman Capote, Gay Talese e outros, que além de serem brancos, só realizavam esse trabalho de dedicar meses a uma única matéria porque o editor da New Yorker os dava tempo e dinheiro. Eu não sei pra vocês, mas isso me soa muito como "elite-branca".
E a questão é, e se o público de uma revista for a tal "elite branca'? Isso significa que ela é mau-escrita? Se a revista fala sobre cultura e artes, é óbvio que a maioria nem se interessa, nem entende do assunto, mas esse é outro problema. Ainda bem que uma revista se dispoe a falar seriamente das artes.
O que não me parece sério é essa pose de pessoa alternativa, que acha que a Caros Amigos não é revista de elite. Na verdade é uma palhaçada, essas pessoas que se dizem alternativas, mas são cheias de preconceitos.

3 comentários:

Luiz Candreva disse...

Vale lembrar que em geral, qualquer revista, Seja a CARAS, seja a VEJA, seja a Bravo, no Brasil, se trata de um meio de comunicação de elite. Basta, para assim conlcuir, atentar para alguns fatos, qual sejam, o valor o preço de cada revista, a (por raras vezes) complexidade dos artigos e dos temas que tratam, tais fatores as tornam virtualmente inacessiveis para a grande maioria( atente para a fato de que grande maioria se refere à 95% dos brasileiros aproximadamente). Difícil é definir dentro desses 5% restantes uma elite, ainda mais algo como uma "elite branca".
Considerando-se que apenas 4% da população tem acesso à educação superior e que desses apenas 2,5% levam a cabo os cursos(eu não sei se me enquadro nesses vale dizer), o que seria a aludida "elite branca"?( devo usar letras maiúsculas, como se se tratasse de uma entidade?). Seria tal grupo formado por 0.4 % da população?
É Claro e evidente que há uma segmentação no País, mas ela vai muito além de uma cor ou de determinada revista que se leia.

Alberto Pereira Jr. disse...

nossa to com tigo e não abro!
Quer coisa mais elitista do que a Caros Amigos?

Tudo gente que só faz pose de esquerdista.. (generalizo meeeeesmo... heehe)

vc falou do André né?.. hjehehehe
pra minha sala nunca comentou isso.. mas eu acho engraçado a expressão elite branca.

sou negro, estudei no mackenzie, leio periodicamente a Pauí e a Bravo, quer dizer que sou da elite branca?.. kkkk

essas delimitações e rotulações são tão burras

bjo

Giulliana disse...

Não leio Bravo!. Mto menos Piauí. Tampouco Caros Amigos. Pq, sinceramente, alem d serem revistas caras, eu n tenho mta paciencia pra politica...

Acho errado rotular os leitores dessas revistas...nem todos são brancos e pode ser que a maioria seja de elite, mas nem toda a elite é branca, e nem toda a elite lê...

Será que existe elite-negra? elite-amarela? elite-azul-com-bolinhas-laranja? Sei la...soh sei q dói na alma ver q tem gte tao esclarecida e inteligente com um pé quase inteiro na ignorancia.

Bjos Ma!