sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Sextas-feiras surpreendentes


A sexta-feira que até agora fora da rotina, sem crises existênciais, politicas, filosòficas ou emocionais. De todas as exposições, as fotografias de Paris por Willy Ronis no Hôtel de Ville foi a mais bela. Um parisiense de origem judia que tirou fotos de Paris por 75 anos. De todos os ângulos, a cidade expressiva se reflete no rosto das pessoas por lugares jà conhecidos, queridos e habituais. Obras sobre uma cidade eterna, pelo mesmo olhar apaixonante daqueles que amam se jogar ao acaso dessas ruas, perder o metrô ao se distrair com as pessoas peculiaires (aliàs uma mulher me parou pra perguntar onde comprei minhas botas-uncroyable), com a beleza elegante daquilo que se esconde no simples. Seria o òbvio ululante dizer que os graus negativos não diminuem meu amor por Paris. Aliàs não sei mais qual é o maior amor, mas sentimentos são imensuràveis. Sei que se eu fosse dona do meu pròprio nariz financeiro, ficaria o resto da vida por aqui. Hoje o frio venceu, e passei a manhã vendo bonecos de massinha falarem em francês na televisão. Jà tentava me anestesiar do futuro. Mas no futuro que jà virou passado desse fim detarde, ganhei mais uns dias para ver a cor do preto-e-branco de mon chérie Willy Ronis. Graças à Saint-Exupery, Santo-Antônio e o Pequeno Principe.

Um comentário:

Anônimo disse...

Marina,

Você é o máximo!
Sempre soube que vc escolheu muito
bem sua profissão e que se quiser
vai ser uma excelente escritora.
É tudo muito vivo,intenso e incrivelmente delicioso.
Parabéns, com muito orgulho,
tia Lúcia