sexta-feira, 3 de março de 2006

5 minutos pra daqui à pouco


Já restam 305 dias em 2006, e como vai o aproveitamento do tempo? Tudo depende do estilo de vida, não de viagens ou metas. Alguns levam a vida querendo ser percebidos. Outros pedem citronela para serem deixados em paz. Outros ligam seu Ipod pois só pra preencher a conversa com os amigos.
O Carnaval acabou e não resta a desculpa brasileira de "amanhã eu faço", pois ainda é necessário o que fazer neste amanhã. Fugir dos problemas inventando uma realidade paralela? Pairar a realidade inventando problemas fugídios? Aproveitar o presente sem olhar o futuro é uma forma de não sofrer por antecipação ou de evitar decisões?
Alguns são muito novos, outros muito inseguros ou indecisos. Ninguém é muito velho, mas a desculpa de que o bolo já queimou seria boa. O pior é que uma hora ele vai queimar, e é melhor não ser tarde demais.
Além de tanta abobrinha que ajuda o tempo ser leve, já é necessário escolher as opções, mas confesso que tenho medo de olhar o cardápio.
Não é gula, mas além disso eu gostaria que essa hora de comprar um relógio passasse logo... Mas acho que as opções de verdade não forem feitas, de que adianta?

2 comentários:

Anônimo disse...

TEMPO É UM FIO!


O tempo é um fio

um fio fino

que à toa escapa.



O tempo é um fio

Tecei, tecei!

Rendas e brilhos

com gentileza

com mais empenho

com mais astúcia.



O tempo é um fio

Por entre os dedos

Escapa-se o fio

Perde-se o tempo.



Lá vai o tempo

Como um farrapo

Jogado à toa

Mas ainda é tempo...

ainda é tempo.

Anônimo disse...

Era a personagem de um filme ("Nada") onde era exemplo do que seria o tal HOMEM NOVO, um projeto "filosófico" cubano que tinha como foco, fica claro pelo nome, a reorganização do HOMEM partindo do CADA UM para o social, de dentro para fora, do pequeno ao grande, do SIMPLES. Claro que é uma teoria e pode-se questionar de muitas maneiras o resultado prático. Enfim, isso não vem ao caso. Mas era uma personagem que tinha como principal traço o fato de não ser serva do tempo, e isso aparecia de diversas formas com um impacto enorme na maneira de como ela se relacionava com qualquer coisa. Em determinado momento, quando se viu abalada pela morte de um amor e se questionava sobre a eternidade:

“Não!
O importante não é viver muito...
Tampouco a intensidade com que se faz...
O importante,
é VIVER.”

Ah, e o "tempo é um fio" é de uma amiga querida, a Aninha.

bjos.